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Opinião

Alfabetiza SC e a Recomposição das Aprendizagens: Ciência e Afeto no Chão da Escola

"Entenda como a parceria entre Imbituba e o Estado está transformando o processo de leitura e escrita nas nossas salas de aula."

Alfabetiza SC e a Recomposição das Aprendizagens: Ciência e Afeto no Chão da Escola
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Alfabetiza SC e a Recomposição das Aprendizagens: Ciência e Afeto no Chão da Escola

​Por: Professora Cida (A Voz do Giz)

 

"Entenda como a parceria entre Imbituba e o Estado está transformando o processo de leitura e escrita nas nossas salas de aula."

​A educação não é um processo linear, mas um organismo vivo que exige atenção constante. Após os desafios globais que impactaram o ritmo escolar nos últimos anos, Santa Catarina e o município de Imbituba selaram um compromisso inadiável: o Alfabetiza SC. Mais do que um programa de governo, trata-se de um pacto pelo direito de aprender.

 

O Desafio da Recomposição: Por que agora?

​Muitos confundem "recomposição" com "reforço escolar", mas a diferença é profunda. Enquanto o reforço revisa conteúdos, a Recomposição das Aprendizagens é uma estratégia acelerada e integrada. O objetivo é preencher lacunas pedagógicas sem interromper o avanço do aluno, garantindo que a base da pirâmide — a alfabetização até o final do 2º ano — seja sólida e inclusiva. O "porquê" é urgente: alfabetizar na idade certa é prevenir a evasão e devolver a autoconfiança aos nossos estudantes.

 

A Ciência por trás do Aprender

​Na Escola Professora Terezinha Pinho de Souza e em toda a rede municipal, o programa se desdobra em frentes que unem dados e humanização. Como defensora da Neuroeducação, vejo o valor imenso nas Avaliações Diagnósticas (que nos mostram o mapa de cada cérebro em aprendizagem) e na Formação Continuada. Nossos professores estão se debruçando sobre as melhores evidências científicas para transformar o ensino do código em uma experiência de descoberta.

 

Vozes da Regional de Laguna: A Força da Colaboração

​Nesta semana, tivemos a honra de receber representantes da Regional de Educação de Laguna. Em um diálogo rico para nossa coluna, ficou claro que o sucesso do Alfabetiza SC reside na articulação.

​"Alfabetizar não é apenas ensinar a ler códigos, é dar voz ao cidadão", pontuou a equipe regional.

​Esse monitoramento constante permite que a rota seja ajustada em tempo real, garantindo que o material didático específico — pensado para a nossa realidade catarinense — chegue com eficácia ao seu destino final: o aluno.

Para Além dos Números: O Olhar Humanizado

​O Alfabetiza SC mira em metas, mas acerta em pessoas. Nossa busca final é por:

Equidade: Dar mais suporte a quem enfrenta maiores obstáculos.

Autonomia: Uma criança que lê com fluência é uma criança que explora o mundo sem medo.

Humanização: Respeitar o tempo biológico e emocional de cada pequeno cidadão.

Educar é um ato de esperança depositado no presente para colhermos um futuro mais justo. O Alfabetiza SC é a ferramenta técnica; o nosso amor pelo magistério é o motor humano que faz essa engrenagem girar.

Crônica: O Eco do Giz e o Despertar das Letras

​Por: Professora Cida

​Às vezes, o silêncio de uma sala de aula diz mais do que mil discursos. Mas há um som específico que, para nós educadores, é música: o "clic-clic" do giz no quadro ou o rastro do pincel que desenha o mundo. No programa A Voz do Giz, costumo dizer que a educação é um tecido feito à mão, ponto a ponto, aluno por aluno. E hoje, esse tecido ganha cores novas com o Alfabetiza SC.

​Entrevistar a equipe da Regional de Laguna me fez viajar no tempo. Olhei para as metas, para os gráficos de "recomposição de aprendizagens" e, por um instante, fechei os olhos e vi os rostos. Vi o João, a Maria, o Pedro... crianças que atravessaram tempos difíceis de telas frias e que agora retornam ao calor da mediação humana.

​A alfabetização não é um depósito de letras em uma caixa vazia. É, como sempre defendemos aqui, um processo de Neurociência e Afeto. O cérebro da criança é uma terra fértil, mas que precisa do adubo certo. Quando falamos em "alfaletrar", estamos dizendo que não basta que o pequeno decifre o "B-A-BÁ"; queremos que ele leia o bilhete da avó, que entenda a placa na rua, que escreva seu próprio destino com autonomia.

​Na Escola Professora Terezinha Pinho de Souza, vejo esse movimento acontecer no detalhe. É na estratégia de "chão de escola", naquela intervenção precisa que recupera o tempo perdido, que a mágica acontece. A recomposição não é pressa; é justiça. É dar o suporte a quem o caminho foi mais íngreme.

​O Alfabetiza SC chegou com a força de um pacto, mas ele só ganha vida quando encontra o olhar do professor e a parceria da família. É um regime de colaboração que transborda os gabinetes e senta na ponta do lápis de cada aluno de Imbituba.

​Encerro esta coluna com a certeza de que o giz que usamos hoje não serve apenas para escrever na lousa. Ele serve para traçar uma ponte. Uma travessia segura para que nossas crianças alcancem a margem da cidadania plena.

​Porque, afinal, o cérebro que sente é a criança que aprende. E a nossa voz — a voz que sai do giz e do coração — nunca foi tão necessária.

 

FONTE/CRÉDITOS: SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Programa Alfabetiza SC: Regime de Colaboração pela Alfabetização na Idade Certa. Florianópolis: SED/SC, 2023/2026. BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Brasília: MEC, 2023. CONCED (Conselho Nacional de Secretário
Profª Cida

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