Se você acha que o Centro é o único coração da cidade, é porque ainda não viveu a experiência completa de "resolver a vida" entre a Divinéia e a Nova Brasília. São bairros que não pedem licença; eles têm vida própria, comércio que não acaba mais e uma personalidade que faria qualquer capital ter inveja.
Para chegar na Divinéia, o primeiro desafio é físico: a lomba. Aquela subida não é apenas um trecho de asfalto; é um teste de esforço para o motor do carro e para a panturrilha do ciclista. Mas a regra é clara: quanto maior o esforço, maior a recompensa. Quando você chega lá em cima, a vista te dá um "chega pra lá" no cansaço. Ver o Porto e o mar lá de cima faz a gente entender por que o nome é Divinéia. É divino, mas o acesso é para os fortes!
Lá tem de tudo: da farmácia ao bar de esquina, onde se resolvem os problemas do mundo entre um café e um petisco.
Aí, descendo a lomba, a gente cai nos braços da Nova Brasília, ou melhor, da NB para os íntimos. A NB é o nosso "hub" logístico. A entrada já é um enigma para os biólogos de plantão: aquele posto de gasolina com o monumento ao... ao que mesmo? Uns dizem que é uma lagosta, outros juram que é um camarão gigante. Eu, na dúvida, chamo de "o guardião da entrada". Ele está ali, imponente, vendo quem vai e quem vem.
De um lado, o crustáceo misterioso. Do outro, aquela superloja de departamento que virou ponto de referência universal. "Onde você está?" — "Tô aqui perto do viaduto, na frente daquela loja que tem tudo!". É o marco zero de quem está indo para Florianópolis ou apenas garantindo o emprego e as compras do mês da vizinhança toda.
A verdade é que, se você fechar a Divinéia e a NB, a Zimba para. É ali que o sangue circula, onde a boutique elegante divide calçada com o mercadinho que conhece o cliente pelo nome. É um ecossistema perfeito: você sobe a lomba para ver a beleza e desce para a NB para fazer a economia girar (e tentar decidir, de uma vez por todas, se aquilo no posto é um fruto do mar ou um monumento à nossa fome de domingo).
Viva a Divinéia! Vida longa à NB! E um brinde a quem consegue subir a lomba na primeira marcha sem reclamar da vida!
FONTE/CRÉDITOS: Daiane Guimarães
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu. não necessariamente a da nossa emissora.